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Este albúm foi um touché final na discografia dos Touché Amoré, naquilo que toca a coisas que teriam de provar na etapa pós-”To The Beat Of A Dead Horse”.
A banda encontra-se agora num estágio mais avançado e mais crescida. No entanto não deixa para trás aquilo que é a sua imagem de marca. Estou a falar das letras. O senhor vocalista prova ter um talento pro liricísmo abstracto a que nos habituou desde os primeiros trabalhos e nota-se uma certa evolução naquilo que é a chamada fonética. Assim como as emoções que se encontram bem compactadas em todas as músicas e com os instrumentos a dar uma ênfase forte, no objectivo de nos arrepiar a espinha de cima a baixo, ou vice-versa.
No entanto, pode-se dizer que a banda perdeu algumas das suas características mais ”pesadas”, digamos que a bateria acaba por desempenhar um grande papel dentro da produção do disco e acaba por ofuscar as guitarras que não soam minimamente rígidas, deixando saudades do LP anterior.
Sem dúvida que estes rapazes da solarenta west coast representam um dos mais avant-gardes-hardcores-artístico-whatever, actualmente feito. Junto de artistas como Defeater, (que os acho bastante parecidos), La Dispute, entre outras.
Já agora, o novo vídeo,
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A minha mixtape de Verão.
Quem quiser fazer o download e aproveitar para conhecer alguns novos artistas está aqui:
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Bom, antes de mais, devo referir que a última vez que aqui escrevi críticas já lá foi há uns bons meses. A minha tesão de mijo, verteu um bocado e acabei por perder o interesse de vir aqui quase que diariamente escrever isto e aquilo. Mas ao mesmo tempo, aproveitei para dar um tempo e alargar ainda mais um pouco d’os meus horizontes, no que diz respeito à música e não só.
Por isso, hoje e agora, como tenho tempo livre a mais, lembrei-me de vir aqui escrever uns parágrafos e períodos, só para matar a dureza dos meus músculos e tendões, no estado em que se encontram, agora, debaixo do cobertor.
Sendo assim, aquilo que aqui vou partilhar, hoje, chama-se Illmatic. Penso ainda não ter referido esta obra prima intemporal, por aqui. Se já o fiz, peço perdão, mas nunca é demais falar daquele que é para mim o melhor álbum de hip-hop de sempre, ou que pelo menos pra mim, o melhor e predilecto estilo que alguém pode desenvolver dentro desta corrente ou movimento.
O capitão que lidera esta embarcação, chama-se Nasir bin Olu Dara Jones, Nasty Nas, ou mais simples, Nas, e é mais um negro a viver nos States e a fazer Hip-Hop (oh realy?). No entanto, não é um pseudo-50 Cent qualquer, que encontramos aí na telivisão ou rádio. É mais como um Malcolm X, com uma drumbox e um micro (tal como ele se descreve). Este seu legado é basicamente, todo ele, constituído por melodias pertencentes ao jazz e ao blues instrumental. – Este é o primeio ponto onde a sua obra ganha brilho e interesse. Naquela altura, mais ninguém praticava um estilo como este. Tirando talvez o Pete Rock ou Q-Tip(?).
Dá para entender melhor esta influência directa do jazz, na sua música, quando encontramos a referência ao seu pai, Olu Dara, artista de jazz que o incentiva desde cedo a envergar pela música. Inclusivé, convence-o a gravar a melodia da música “Life’s a Bitch”, com a sua banda de improviso.
Esta vibe melódica que encontramos nas músicas do albúm, leva-nos a pensar que estamos perante um estúdio de massagem, deitados na maca, e a recebermos massagens sucessivas e intensas. Ja deu assim para perceber que o album é altamente relaxante e soft.
No que diz respeito ao teor lírico do álbum, baseia-se todo ele em experiências interpessoais e intimistas. É como se o poeta se sentásse na rua a observar, e o professor fosse o mundo e a vida. É como se o autor estivésse em constante construção e mutação, não tomásse nada por certo. Conclui-se assim que os temas e as mensagens são bastante directivas, abertas e substanciais. Ideias super ecléticas e pacientes que aqui encontramos.
Desengane-se então aquele que procura aqui dicas objectivas e directas. Este albúm não é de ataque. O único ataque que encontro é quando me ataca os músculos e me apetece relaxar mais e mais.
Resta dizer então que desde a primeira vez que ouvi o album, ainda continuo Illmatic. Ao contrário do produtor que agora prefere andar a brincar ao reagge com o filho do jamaicano conhecido.
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Harlem – Hippies
Novo fôlego dentro deste género. Trata-se de uma banda de lo-fi/garagem dos EUA. Ultimamente tem-se tornado difícil encontrar algo de novo e bom dentro destes parâmetros com as crescentes bandas que têm surgido. Harlem foge à regra e produz uma boa mescla ora de sons agressivos e distorcidos sob blues, ora sons catchy e com borboletas e com ”uhh-uhh’s”. O álbum chama-se ”Hippies” e é deste ano.

Jamaica – No Problem
Mais uma banda brilhante que andava desconhecida aos meus olhos. Apesar de não serem jamaicanos, são franceses. E adivinhem, tem o toque francês que se popularizou com bandas como Justice, Daft Punk, Mr. Oizo, Beni Benassi e por aí. Também não é de estranhar, os produtores do álbum é um integrante de Justice e o outro é o engenheiro de som dos Daft Punk. O som lembra-me também DFA1979, menos agressivo e mais ”shake”.

Fang Island – S/T
Banda p’ro chilling e para pensar pouco. Como eles próprios se descrevem: ”Fang Island makes music that they describe as “everyone high-fiving everyone.” A banda foi fundada por um guitarrista de Daughters (banda de hardcore caótico). E é isso, esperem coisas agradáveis, não esquecendo o registo vocal super bom.

Crocodiles – Sleep Forever
Tenho andado a ouvir muito o primeiro álbum. Este novo, acaba por ser um pouco diferente, o som está mais rebelde e menos sintetizado, tem mais explosões de guitarra. Como no registo anterior, têm passagens nas músicas que lembram um pouco o pop dos 70/80, digo o synth pop. E não, não tem nada a ver com La Roux. Estes são mais barulhentos.
Peço desculpa se não falei de nada agressivo, agora ando numa onda mais hipster, fica para a próxima.
Resto de bom fim de semana.
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International Top:

1.º Masshysteri – s/t
Melhor do ano sem dúvida. Som super único, original e multi-vocal (sim, porque os vocais são divididos entre um indivíduo do sexo masculino e outro do sexo feminino). As guitarras, essas são melódicas e rápidas, juntas com a bateria criam uma atmosfera intensa e que nunca se perde em todos os sons do albúm. Ao que parece, a banda sueca, é a junção de vários super membros de outras bandas famosas já acabadas ou não (como Vicious, Regulations…). Outra coisa que me esqueci de mencionar é que os vocais são cantados na língua materna dos membros, o que dá uma certa lufada de ar fresco aos ouvidos. Enfim, se querem sons divertidos e catchys para este verão, comprem o CD/LP à venda no myspace, tal como eu tou à espera de fazer.

2.º More Than Life – Love Let Me Go
Poderoso, emotivo, catastrófico. São as palavras-chave para este trabalho dos ingleses More Than Life. Como já falei aqui anteriormente, este disco, é o 3º trabalho deste grupo que sucede à demo e ao EP. Vem numa espécie de continuação do EP anterior. Guitarras habituais a lembrar bandas instrumentais/post-rock e a voz super cabisbaixa e depressiva. Love Let Me Go é definitivamente um trabalho de Inverno, para se ouvir à chuva. Resta esperar agora que venham a Portugal para ser o verdadeiro marmoto.

3.º Wavves – King of The Beach
Para quem esperava um Wavves teenager, neste novo album, pode já tirar o cavalinho da chuva. É o trabalho mais maduro do rapaz. Penso que o adicionar de um baixo só veio trazer benefícios à banda bem como o implementar de um som mais elaborado e cuidado. Já há pouco de lo-fi e mais de produção. No entanto, a aura é a mesma.

4.º Foals – Total Life Forever
O melhor álbum desta onda que anda por aí. Sons catchy e na sequência do anterior, ”Antidotes”. É o meu álbum do chill, para descansar à sombra da sua sonoriedade. As músicas, essas, têm quase todos refrões marcantes. Sem dúvida um album mais pop, mas não se libertam dos promenores matemáticos e técnicos. Já agora, a capa do album faz completamente jus ao que os sons tentam transmitir: harmonia. Muito bom!

5.º Deftones – Diamond Eyes
A grande volta do ano até agora! Depois de 4 anos parados, os senhores da California decidem gravar um disco, este ano. E que grande disco! A voz de Chino continua no ponto, e os riffs habituais de Stephen continuam grossos e com imaginação. O trabalho conta com uma vibe e atmosfera diferente dos anteriores e isso nota-se desde que se entra na primeira faixa até à última. Música mais técnica, promenorizada e atmosféroca é o que se pode esperar de Diamond Eyes.

6.º High On Fire – Snakes For The Divine
Pesado e massacrador são os adjectivos indicados para este quinto álbum da banda estado unidense. Pra mim, o album stoner/doom do ano. E isso nota-se pelo que a banda cresceu e pelo crédito que adquiriu. Música lenta e partida ao meio é o que nos oferecem. Riffs ora sujos ora limpos (a primeira música tem um riff limpo e orelhudo no seu início. No entanto, não segue a tendência do resto do album). E um baixo super-audível e pesado. Falta só checka.los ao vivo e ver se a tendência se mantém.

7.º Trash Talk – Eyes & Nines
Já o chamaram de St. Anger do hardcore. Para mim é uma obra prima do início ao fim. Hardcore como deve ser: pissed off, rápido e com músicas curtas. Às vezes, ainda se chega a notar ali umas influências meio stoner pelo meio, o que vem dar outro toque à coisa. E bem dado!

8.º Celeste – Morte(s) Nee(s)
Este álbum é caso para se dizer: ”Puta que pariu de album tão pesado”. E é realmente o album mais pesado do ano. Tão pesado e violento que chega a meter-me medo e a deixar-me mal por dentro. É a possível descrição para esta obra prima que a mim, tão me tem deixado interessado pelo som e mesmo pela atitude dos membros da banda. Sim, cada vez que lançam um álbum, este fica disponivel em streaming e para download no site da editora, o que não impossibilita o acto da compra, atenção! Falando um pouco do som da banda, podem-se distinguir dentro dele géneros como black metal, sludge e um pouco de hardcore. É impossível de explicar, para perceberem, têm de ouvir o som destes franceses endiabrados.

9.º Acid Tiger – s/t
Um registo engraçado que me chamou à atenção pelo facto de o baterista da banda ser o senhor Ben Koller, baterista original e actual da banda Converge. E mal se houve a primeira música dá parar reparar que a bateria é realçada por este génio das baquetas. Até solos de bateria a meio de algumas músicas se encontram. Os vocais também elevam a qualidade da música a outro patamar. Som super southern a lembrar bandas como Everytime I Die ou Maylene And The Sons Of Disaster, que fazem a delícia de qualquer admirador de um bom whiskey.

10.º Kvelertak – s/t
Primeira impressão ao olhar p’ro album: ”Eia mais um artwork feito pelo gajo de Baroness”. E não podia estar mais certo, é mais uma ilustração genial feita por John Baizley, front-man dos Baroness. Falando um pouco da banda, esta torna-se popular a nível global, quando começa a fazer digressão com os Converge juntamente com Kylesa. E passado alguns meses lançam esta bomba. O som pode ser caracterizado como um black metal fundido com umas guitarras à antiga na onda rock n roll e com bases no punk. O single é um autêntico sing-a-long, pena eu não saber norueguês. Definitivamente, uma banda a ter em conta!

11.º Portugal. The Man – American Ghetto
Gostei deste trabalho na onda que gostei do de Foals. Aqui há um certo regresso às origens: sons menos complexos, mais livres, mais frescos e mais do Verão. Nota-se uma certa influência da música electrónica e do hip-hop. Encontramos vários beats, como é o caso da música ”All My People” e ”The Dead Dog”.

12.º Black Breath – Heavy Breathing
Mais um álbum pesado e que me assuta por dentro. É o 1º album destes senhores que se sucede ao EP (sim aquele que até tinha uma música completamente à ”Motörhead”). Neste trabalho perderam o toque a la ”Motörhead”, mas ganharam outros como a incorporação de partes cruas à black metal e mais crust pra cima.

13.º Crime In Stereo – I Was Trying To Describe You To Someone
Dos primeiros álbuns que ouvi este ano, e que me ficaram bem na cabeça. Este vem no seguimento do anterior ”Is Dead”. Hardcore melódico com uns toques experimentais e influências claras de Thrice, é o que se pode dizer acerca da sonoridade. Marcou vários momentos pelos que passei e é um bom livro de recordações.

14.º Sick Of It All – Based On A True Story
É o regresso dos lendários de NYC e um álbum pra refrescar a onda do NYHC. Apesar de não ser muito adepto desta onda sei admitir quando um album é bom e este tem bastante feeling. Gosto bastante e não me perco como me perdia a ouvir alguns trabalhos anteriores deles que me secavam um pouco. E ao vivo ainda confere muito mais!

15.º Darkthrone – Circle The Wagons
Badass. Se pensarem em ir atropelar gatos p’ra estrada, metam este album a tocar, antes. Vão querer atropelar panteras. Banda mítica do ”trve” black metal que ao longo dos anos tem vindo a alterar um pouco a sonoridade. O próprio album é uma mistura de black metal-punk-crust-venom-roll. Para mim é uma delícia, os fãs do Transilvanian Hunger é que pode desgostar, mas isso é uma questão de gostos.
National Top:

1.º Mr. Miyagi – To The Bone
Do melhor que se tem feito por cá e à altura e nível das cenas lá de fora. Riffs geniais e a que já nos têm habituado. Músicas rápidas a puxar pro sing-a-long e pro crowd surf. O melhor trabalho até agora deles sem dúvida e com espaço para progredir muito lá fora. Simplesmente perfeito este party album.

2.º Adorno – Said And Unsaid EP
Quando saiu, fartei-me de o ouvir vezes sem conta. É pra mim, uma banda de culto e do melhor que se faz por aqui dentro e fora do género. Guitarras post-rock, voz emocional (desta vez pouco ou nada gritada) e o génio na bateria que já nos tem habituado noutras bandas como Suchi Rukara, Lobster ou Asneira. Adorei o trabalho e desejo boa sorte pra mais uma tour pela Europa.

3.º Utopium – Conceptive Prescience EP
Mais uma agradável surpresa destes senhores do grind. Começaram a chamar-me a anteção na época do show que abriram para Despised Icon, até que recebo a notícia do Ep e vou ouvir. E que grandes sons sem medo a partir à antiga. Há ainda uma cover de Nasum para fazer as delícias de quem gosta. Tenho de ver se compro o EP.

4.º More Than A Thousand – VOL. 4: Make Friends And Enemies
Acho que já não há muito a dizer sobre este assunto. Se se quiserem prolongar sobre a minha opinião idem ler a minha review alargada aqui. É um album porreiro pra limpar os ouvidos e pra ouvir uma produção fixe.

5.º Paus – É Uma Água
Mais uma bela surpresa do underground português. As mesmas pessoas, os mesmos instrumentos mas desta vez com um nome diferente: PAUS. Um projecto elaborado por vários membros de bandas já badaladas por aí (Linda Martini, Vicious Five, If Lucy Fell). Conta com duas baterias, um baixo e um sintetizador e é o tipo de música pra se chillar ao fim da tarde. A banda tem crescido e o hype em Portugal tem aumentado cada vez mais. Destaque ainda para a participação/colaboração de Chris Common, ex-baterista da banda These Arms Are Snakes, no festival Milhões de Festa.
Opinem!
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Depois de tanta espera e ansiedade, finalmente, chegava o dia da viagem até terras de nuestros hermanos. Arrancámos daqui um dia antes e chegámos lá de madrugada. A viagem até lá foi meio dorida. Só se via estrada recta que parecia infinita. Parámos várias vezes pra pedir indicações e mal reparámos já iamos no caminho ideal até lá. Como têm de acontecer sempre peripécias, fomos parar a pastagens onde andavam cavalos à solta, esse caminho de pastagem levou-nos até uma aldeola no mínimo estranha. Não havia uma pessoa na rua que nos dissesse a saída para viveiro e ainda lá andamos alguma tempo, até que apareceu uma senhora que nos indicou o caminho. Apesar de darem boas condições meteorológicas, tal não se verificou no primeiro dia e no restante tempo da estadia.
Chegámos finalmente lá e em pouco tempo encontramos o suposto campismo gratiuto. Montá-mos tudo, fomos dar uma volta pela cidade e voltámos para descansar um pouco.
Ao final da tarde fomos para a entrada do recinto.
1º Dia:
Fresh Trash – Banda com a responsabilidade de abrir o fest. Acabado de chegar ao recinto assisti cá de trás e fui passeando pelas várias barracas de merch e conhecer melhor o recinto. Gosto do som da banda.
Truth Through Fight – Banda engraçada e o vocalista tem feeling e paixão. Ria-me sempre que ele gritava o nome da banda em alto som anglo-castelhano. Talvez se houvessem mais bandas deste tipo de hardcore no cartaz não tivesse apanhado tanta seca.
Devil In Me – Muito Bom. Já esperava que fosse assim e não desiludiram. Quase no final aind ahouve tempo para virem tocar pro meio do público e darem espetáculo. Pena o micro estar meio com mau contacto, pois cortava sempre a voz nas músicas.
For The Glory – Se Devil In Me foi bom, estes foram ainda melhores. Tocaram músicas que já se tornaram um clássico e puseram todos a mexer e a curtir. O vocalista tem um grande registo vocal. Do melhor dentro do género.
Twentyinchburial – Aproveitei a banda anterior pra ir até à tenda comer qualquer coisa e voltei com a pica pros ver. Foi uma banda enorme cá e aqui passado vários anos voltaram a mostrar. Adorei. Talvez a banda do dia até agora. Tocaram as músicas que queria ouvir. A Octopus ao vivo é monstruosa. Nota ainda pro vocalista, gostei muito dos discursos e do conteúdo. Esperava que fechássem com a cover de Samantha Fox, mas não se pode ter tudo.
The Ghost of A Thousand – Retiro o que disse, estes senhores sim, foram os reis da noite. Não tava nada à espera, apesar de já ter ouvido falar das boas actuações que davam ao vivo. Super coesos, tudo certo, nenhum erro. Este é o tipo de som que gosto de ouvir ao vivo: guitarras a rockar à antiga, vocais rasgados, velocidade e agressividade. Este concerto teve de tudo isto. O vocalista tem grande presença no palco. Foram tocando músicas dos dois albuns ao longo da actuação o que resultou bem. De assinalar ainda que estes foi dos poucos concertos, senão o único em que dava pra curtir lá a frente na boa sem ninguem a chatear com pontapés e murros e sei lá mais o que. Adorei e foi dos melhores concertos do fest.
Raised Fist – Depois do concerto de TGOAT, tive de ver este da relva, senão morria. Deram um concerto regular na minha opinião. Não vi nada fora-de-série na actuação deles.
Cro-Mags – Já mal me aguentava em pé e estava prestes a ir dormir. Mas Cro-Mags é Cro-Mags. Tocaram os clássicos e as habituais covers de Bad Brains e estiveram bem na minha opinião, apesar de os ter visto lá de trás. The Age of Quarrel FTW totalmente.
2º Dia:
Polar Bear Club – Queria muito vê-los e não deu pros ver. Tudo isto devido à organização, ou falta de organização, que alterou o tempo de actuação deles com os de No Turning Back sem qualquer aviso prévio. Ia a entrar no recinto quando me disseram que já tinham tocado antes de No Turning Back. Fiquei triste, enfim.
No Turning Back – Não me dizem muito. Acho este tipo de hardcore meio secante e fiquei abancado na relva a vê-los. Mas total respeito por eles, são uma banda actual bastante importante e influente dentro da cena.
More Than A Thousand – Foi porreiro como sempre. Faltou a Memories & Addictions. A banda mostrou-se à altura do desafio e ainda houve a participação do Poli de DIM. Gostei, e abriu-me o apetite pro que se avizinhava.
Kylesa – Mais uma das bandas que mais queria ver. O som da banda é único e lindo. Fez-me mexer e abanar a cabeça e o corpo. Tocaram músicas maioritariamente do último album, que é um masterpiece. Scapegoat foi infernal.
First Blood – Digo o mesmo que disse de No Turning Back. Acho que o cartaz pecava por ter demasiadas bandas desta onda, pelo menos para mim.
Snuff – Que bom que se tá a jantar.
Gallows – Infernal. Das bandas que me puxaram a ir a este fest. Gostei bastante. O franzino Frank Carter é um exemplo de como ser um front man a sério neste meio. Muito sing a long e circle pit. Se tivessem tocado a cover de Black Flag, juro que endoidecia ali no meio. Ainda houve tempo pro vocalista mostrar o rabo e dar dos seus discrusos habituais. Grande banda.
Converge – Banda mais aguardada da noite por mim e A banda que me trouxe a este fest. No pouco tempo que tocaram foi um abuso completo, pena que prai 80% das músicas tenham sido do último album. Apesar de o curtir muito, esperava ainda outros clássicos que acabaram por não tocar. Estes homens são o sinónimo de músico. Todos tocam abusadamente bem e não falham nada, o guitarrista é um absoluto monstro. Houve ainda problemas com o micro que impediram de ouvir a voz do Jacob em músicas como a Dark Horse. No entanto, valeu pro que foi apesar de saber a pouco pra mim, que vinha com tantas expectativas. No final houve tempo pra um encore e tocaram mais 2/3 músicas antigas mas nenhuma correspondia a Jane Doe ou à Saddest Day por quem o público tanto gritava. Já tou farto de dizer e volto a repetir, pra mim era 1.30h pra ser um concerto deles a sério.
No Use For A Name – Não é a minha onda, definitivamente. Achei a banda bastante merdosa ao vivo. Durante a actuação houve tempo pra descansar do concerto de Converge e para paródias e brincadeiras com um espanhol totalmente bebedo. Austrália Melodic es una mierda (??)
Sick Of It All – São senhores. Depois de tanto ano ainda aí estão para as curvas e pra por toda gente a mexer. Deram um bom concerto, nada que me fizesse delirar mas admirei bastante. O novo album tá uma jarda absoluta e adorei ouvir a Step Down.
3º Dia:
Vortice – Achei isto duma diarreia musical autêntica. Não há nada mais secante que isto. As músicas pareciam todas iguais, só alteravam o ritmo. Foi irritante e só queria que acabásse o concerto.
Onesta – Outra banda que me faz apanhar seca. Parece hardcore gangsta ou lá o que querem fazer parecer. No fucking punk here.
Angelus Apatrida – Thrash Metal assecível. No entanto, demasiado parecido a tudo e todos. Não me fez levantar da relva.
Useless ID – mais uma banda que não tinha ponta por onde se pegásse. Fui dar uma volta depois de ter ouvido 2/3 músicas destes israelitas.
Catch 22 – Voltei ao recinto já iam a meio. curto alguns sons da banda e não os acho maus. Música super alegre e divertida mas não devia ser num dia tão cinzento como aquele. Adorei a Keasbey Nights.
Municipal Waste – Cancelaram. Depois de todos aqueles rumores que andavam por ai nas internetz veio-se a confirmar a verdade: Tinham cancelado a tour europeia precisamente devido a problemas familiares. Mais uma vez fiquei triste, era uma banda que queria muito ver e ao vivo deveria ser bombástico. Bad luck.
Enter Shikari – Foi engraçado. Bastante melhor do que da vez que os vi no Pavilhão Atlântico. Cheios de energia, o guitarrista não se conteve a partir a guitarra. Tocaram bastantes sons antigos o que deu pra curtir ainda mais. Não esperava que fosse tão bom.
Heaven Shall Burn – Not my cup of tee. Fui pra relva descansar que já mal me aguentava em pé e tinha de descansar um pouco pra curtir Down em condições e despedir-me do festival. Banda metálica bem melódica. Ainda deu pra curtir alguns sons deles que ouvia antigamente. o vocalista tem uma voz monstruosa.
Down – Banda de todo o festival. Pra mim a melhor actuação em terras de Viveiro. Deram um grande espetáculo com grande adrenalina e suor. Adorei a presença do senhor Phil Anselmo. Um absoluto crazy motherfucker. Grandes discursos e palavras. ”This song is about being drunk and stoned. Fuck those straight edges here and this shit. I always smoke my weed when i need…” ou qualquer coisa assim. Ainda dedicou um som a um suposto amigo que já tinha morrido, talvez Dimebag Darrel. Um autentico show tal como deve ser e ideal pra se despedir do festival com um sorriso na cara de satisfação e realização.
Concluíndo, foi uma boa experiência. O festival está aprovado. Haviam boas mulheres lá em espanha. Uma vasta mistura de estilos. Passaram-se bons dias com boa música e convívio. Pontos negativos pras condições do campismo. Havia pouca higiene e nem um chuveiro estava presente. Mas isso tem de se tar preparado para tudo e improvisar, afinal não fomos para um hotel. Tal que os chuveiros da praia serviram bem as necessidades. A praia seria bem utilizada se tivesse um pouco mais de sol. Agora é tempo de descansar, já que dormir quase no chão não é la muito cómodo. Se para o ano tiver um cartaz tãp apelativo como este é uma experiência a repetir.
Deixo aqui o site do fest se quiserem ver fotos dos concertos: http://www.resurrection-fest.com
Hasta y gracias!!
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